sábado, 30 de agosto de 2014

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Porque o mundo gira tão rápido...

Leia o novo texto da minha Coluna no site Divulga Escritor:

Porque o mundo gira tão rápido...
                
                Por que o mundo gira tão rápido?  Porque não podemos nos dar o luxo de uma pausa?  Um momento que seja para contemplar, para estar em sintonia maior com o Universo?  Porque a vida é assim, dirão alguns.  Tempo é dinheiro, dirão outros.  Mas a verdade é que não nos programamos para isso...  Apenas vamos vivendo e enquanto as doenças do stress não chegam, para nos fazer parar, apenas vamos vivendo mal, muito mal.
                E o que significa programar-se para um relaxamento, uma pausa no dia-a-dia corrido? Significa muitas coisas, mas sobretudo significa permitir-se esse momento, acreditar que você merece aquele momento de paz, que você é alguém no mundo que merece aquele espaço tanto quanto qualquer outra pessoa.   E merece aquele espaço com qualidade de vida, algo que só se pode ter caso estejamos com consciência do nosso lugar no mundo.  
                Nesse sentido, é muito significativo o pensamento de Mário Quintana: “Permita-se rir e conhecer outros corações. Aprenda a viver, aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar os outros, aprenda a viver sua própria vida.” Fundamental é a reflexão verdadeira para consigo mesmo de que o Universo nos criou do jeito que somos.  Desse modo, podemos perceber que ele (o Universo) está colaborando para a nossa felicidade todos os dias, porque fazemos parte dele, somos uma partícula desse Cosmos infinito.  Essa existência quis ser representada por nós como somos, seres humanos plenos de consciência criadora.
                O mundo gira rápido, certo... Então, o que fazer?  Girar mais rápido do que o mundo, afinal “pedras que rolam não criam limo?” Acredito que nem os Rolling Stones seguem essa receita, haja vista a grande longevidade do grupo.   Não, o certo é que a vida não espera que tenhamos tempo para ela, porque ela sempre tem tempo para nós, basta olharmos e vermos o quanto de vida em abundância temos à nossa disposição todos os dias.
                Se apesar disso você ainda não tem tempo para parar um pouco a rotina do cotidiano, reveja seu pensamento com relação à vida.  Talvez você esteja pensando demais num futuro que ainda não veio ou lamentando-se num passado que não volta mais.  Viva o hoje, o aqui e o agora.  Não deixe para amanhã o seu momento de paz, porque o mundo gira tão rápido...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

http://www.divulgaescritor.com/products/porque-o-mundo-gira-tao-rapido-por-mauricio-duarte/

                

domingo, 17 de agosto de 2014

Sexto movimento



Sexto movimento
nanquim s/ papel
21 x 29,7 cm
2014
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Quinto movimento




Quinto movimento
nanquim s/ papel
21 x 29,7 cm
2014
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Quarto movimento




Quarto movimento
nanquim s/ papel
21 x 29,7 cm
2014
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Terceiro movimento



Terceiro movimento
nanquim s/ papel
21 x 29,7 cm
2014
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Segundo movimento



Segundo movimento
nanquim s/ papel
21 x 29,7 cm
2014
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Primeiro Movimento



Primeiro movimento
nanquim s/ papel
21 x 29,7 cm
2014
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

sábado, 16 de agosto de 2014

Contextura



Contextura (foto)
guache e nanquim s/ tela
25 x 25 cm
2014
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)


Contextura (detalhe)

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Poemas de minha autoria publicados na Revista Divulga Escritor no.8


Poemas de minha autoria publicados na Revista Divulga Escritor no.8 , a Revista Literária da Lusofonia . (na página 93) . http://bit.ly/1owBbnR

Catorze linhas

Linha um:
Decepado o sonho,
o sonhador não sonha mais.
Erra por dentre caminhos,
não tem paz.

Linha dois:
Caminhante por natureza,
especial altivez.
De estirpe nobre?
Quem sabe, talvez...

Linha três:
Saiu à mãe,
o filho mais novo.
A mais velha não.
Parece do povo.

Linha quatro:
Clarividentes disseram
com risos entredentes,
que aquela seria a última,
a última geração, aparentemente, eis

Linha cinco:
Por placebo entendo tarja preta
e por tarja preta
entendo e não entendo.
É letra de médico à caneta.

Linha seis:
Trazido à tona
por vias não usuais
Foi embora à fórceps,
sem nem um aceno, sem mais.

Linha sete:
Temendo por sua sanidade
nasceu logo torto
a fim de que o esquecessem
logo de cara e o dessem por morto.

Linha oito:
De quem eu falo
afinal de contas?
Dele sabe-se pouco,
dela, menos ainda conta-se.

Linha nove:
Desabalada corrida
entre iluminados.            
Mas eles correm?
São meninos mimados.

Linha dez:
Não são nada disso.
São apenas eleitos.
Vivem e não se importam.
Pois então, com tantos defeitos.

Linha onze:
Quando desponta o sol
danam-se a acordar
que acordar é uma danação.
E quem dirá levantar?

Linha doze:
Todos rejubilam-se
a vida recomeça.
Nesse pedacinho de terra
e a felicidade atravessa...

Linha treze:
De linhas chamei
esses versos.
De linhas que se entrecruzam
são os diários terços.

Linha catorze:
Não são mais do que linhas,
talvez sejam menos.
Mas não mais.
Espero que sejam plenos...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)



Jovens velhos

Jovens de ontem,
o ontem de velhos.
Velhos de hoje,
o hoje de jovens.
Ou vice-versa?
Quem sabe?

Jovens numa juventude,
de cadavéricos ares,
pelo todo anseiam
e singram pelos mares.

Mas não alcançam
seu objetivo, não, em tempo algum.
Porque essa é a sina
de todo vivente, triste lundum.

São tão novos
e fazem tudo parecer tão velho.
São anciões, em verdade,
mais antigos do que um escaravelho.

Jovens, jovens,
Logo mortos-vivos serão.
Na última jornada da barca de Caronte,
porque jovens velhos são.

Jovens de ontem,
o ontem de velhos.
Velhos de hoje,
o hoje de jovens.
Ou vice-versa?
Quem sabe?

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi) 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

sábado, 2 de agosto de 2014

Desencontros


Desencontros
nanquim s/ papel
21 x 29,7 cm
2014
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Fayga Ostrower e os universos da arte

Visite minha coluna e leia o novo texto . Fayga Ostrower e os universos da arte . de minha autoria. Boa leitura.

Fayga Ostrower e os universos da arte 

Nascida na Polônia em 1920, chegou ao Rio de Janeiro na década de 1930.  Foi gravadora, pintora, artista plástica, desenhista, ilustradora, teórica de arte e professora. 
Seu trabalho como pesquisadora de arte e escritora é magnífico.  Só para citar uma das inúmeras belas passagens das suas obras, podemos ressaltar, a título de divulgação, sua explanação a respeito de semelhanças e contrastes no livro Universos da Arte da Editora Campus, quando a autora coloca que quando um artista realiza uma composição, tem duas formas básicas para fazê-lo: através de semelhanças ou de contrastes.  Intuitivamente o artista fará predominar uma ou outra.  Por exemplo, Klee, trabalhará linhas e superfícies, através de semelhanças, Kandinsk: linhas e cores, através de contrastes ou Mondrian: superfícies através de contrastes.
Num outro capítulo desse mesmo livro, a autora resgata um conhecimento há muito relegado a segundo ou terceiro plano na maioria das academias de arte.  E coloca ainda, que tal ciência não está restrita ao campo da arte; ao contrário, tem suas implicações (tão duras e cruéis) na filosofia e no nosso cotidiano mesmo.  É a questão das proporções.  A expressividade que se realiza numa composição é um conjunto orgânico interligado com coerência em suas várias partes.  Nessas interligações existe uma relação entre as partes que é constante, uma proporção.  Na atualidade artística contemporânea, ocorre uma indiferença a respeito desse conhecimento que é utilizado apenas, quando muito, em projetos de arquitetura ou desenho industrial. 
A medida das coisas, a proporção.  Não é exagero observar que o maior problema das pessoas, hoje em dia, está ligado, de modo intrínseco, a isso.  Senão vejamos, a realização da personalidade, a procura da medida de si mesmo é algo premente e se era tarefa difícil em outros tempos, hoje, no clima mental que experimentamos, cheio de stress, atomização da individualidade e tantos outros males, esse conhecimento é ainda mais raro.  Daí decorre que a proporcionalidade não se atém apenas ao nível do estético.  Essas noções adquirem maior significado, dentro do contexto da ética, por exemplo. 
No livro Universos da Arte, Fayga Ostrower, com mais de vinte anos dedicados ao ensino da arte, apresenta os desdobramentos de um curso teórico ministrado a operários de uma fábrica, trazendo problemas e questionamentos dessas aulas.
Nos anos 1960, a artista lecionou no Spellman College em Atlanta, EUA, na Slade School da Universidade de Londres na Inglaterra e, depois, na pós-graduação de várias universidades brasileiras.  Também desenvolveu cursos para operários e centros comunitários, com o intuito de divulgar e democratizar a arte.
Os livros que publicou em teoria da arte, são: Criatividade e Processos de Criação, Universos da Arte, Acasos e Criação Artística, Sensibilidade do Intelecto, Goya, Artista Revolucionário e Humanista e A Grandeza Humana: Cinco Séculos, Cinco Gênios da Arte.  A artista que faleceu no Rio de Janeiro em 2001, teve sua biografia publicada pela editora Sextante em 2002.


Leia mais: http://www.divulgaescritor.com/products/fayga-ostrower-e-os-universos-da-arte-por-mauricio-duarte/