sábado, 31 de dezembro de 2016

Dimensões simbólicas


Dimensões simbólicas
pastel seco e nanquim s/ papel telado 240 g/m2
21 x 29,7 cm
2016
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Humilde em alto grau

Academia Virtual de Letras - "Acadêmicos"
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 18
Apogeu Poético- Moderno
Tema : Humildade.


Humilde em alto grau
Faça um teste e descubra
quem é humilde frente
a qualquer um: se o menor
ou o maior, ou ainda, sim,
o maior de todos: Deus.
Quem souber ser pequeno
frente aos pequenos, é,
por certo, merecedor
da palavra humilde...
Mas não para por aí!
Ser grande frente aos
grandes pode também
ser mérito do nosso
humilde, porque mostra
a solidariedade
com todos, distinção,
que poucos têm em geral.
Mas há humilde maior...
Saber-se grande, mesmo,
é fazer-se pequeno
quando teria que ser
grande, frente ao maior,
que de tão maior, é, assim,
magnânimo e não
pode demonstrar essa
grandeza toda, sendo
humilde em alto grau...
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

É preciso






É preciso
Pedir para alguém rezar
e ir à igreja nem é humano...
Sabia?
Pedir para alguém obrar
enquanto o mundo morre,
não pode ser misericórdia...
Sabia?
Pedir para alguém casar,
ter filhos, depois netos,
não é verdadeiramente bom...
Sabia?
Tudo é relativo, sim?
Não, não é isso que digo.
Quero dizer que o que resta
de humano em nós,
está de cabeça para baixo...
É preciso ser mal para viver
e deixar viver... e esquecer os mortos...
Mas ser bom é preciso para viver feliz
e fazer viver... e tornar a vida menos morta...
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

sábado, 17 de dezembro de 2016

Natal de esperança

Leia o novo texto da minha Coluna no Divulga Escritor . Natal de esperança .





Natal de esperança


                Todo Natal nos perguntamos quando o espírito natalino irá fazer valer o nascimento do Salvador, Jesus Cristo e, nos trazer a paz tão sonhada na nossa cidade, no nosso país, no nosso mundo.  Mas Deus sempre sabe o momento.  O tempo de Deus não é o nosso.
                Incognoscível é o Deus de Abrãao, de Isaac e de Jacó.  Seu nome, segundo crenças judaicas, é impronunciável.  Segundo São Dionísio, bispo de Atenas na igreja dos primeiros dias, Deus é tudo e é nada, é luz e é escuridão, é dia e é noite.  D´Ele nada podemos afirmar sem que tenhamos que refutar a premissa logo depois. Porque as palavras não dão conta.  O amor de Deus é infinito, bem como Sua misericórdia.  Seria pretensão humana das mais tolas, tentar compreender as razões divinas e perguntar por que não cessa a violência, a guerra, o mal, tudo enfim, que nos assola a humanidade há tanto tempo e de tão variadas formas ao longo da história como nós conhecemos.  Mas ainda assim, poder-se-ia questionar o porquê de tais acontecimentos terríveis sob a face da Terra.  Afinal, questionar é humano e só se goza plenamente do livre arbítrio quando se usa a filosofia adequadamente.  Portanto, poder-se-ia dizer, inclusive, que Deus não é justo.  O que escapa ao homem de ciência – ou de filosofia – é que Deus é lento para a cólera, que seus mandamentos são justos – embora nem sempre os aceitemos – que sua verdade é eterna e que Ele sempre cumpre suas promessas.  Só uma profissão de fé pode servir de base para essa confiança.  É disto que se trata: confiança.  O devoto confia na promessa divina e porque ele confia, ele é salvo.  Um salto de fé é o que nos pede Jesus.  “A casa está pegando fogo”.  Saia da casa.  Venha agora para o Sol, para o mar, para a viagem da sua vida.  Uma viagem da qual não será mais o mesmo, morrerá e renascerá como novo homem, como nova mulher.
                O espírito natalino é, a um só tempo, criador e instaurador de novo tempo na história humana, na qual podemos crer verdadeiramente na fonte do tesouro divino que se fez homem no meio de nós para nos salvar.  Por essa razão, é nosso dever e salvação dizer sempre: “Graças a Deus!” “Graças se dê em todo momento!”  Mesmo quando a situação ou o contexto não são positivos; Deus sempre sabe o momento. O tempo de Deus não é o nosso.
                Que o Natal possa trazer esperança no futuro para todos, sem exceção, os de pouca fé e os de muita fé, os de ciência e os de misticismo, os daqui e os de lá.  Feliz Natal! Paz e luz!

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Leia mais: http://www.divulgaescritor.com/products/natal-de-esperanca-por-mauricio-duarte/



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O início e o fim

Leia a minha participação na 24a. edição da Revista Divulga Escritor, Revista Literária da Lusofonia. Com o texto O início e o fim. Página 46.

https://issuu.com/smc5/docs/divulga_escritor_revista_literaria__d2e995d3b5622b/46




O início e o fim

Não existe fim nem começo na cosmogênese do universo.  Só há a continuidade eterna.  No ápice do início está, em semente, o germe do fim e no fundo do poço do final está guardada a pequenina luz de um novo amanhecer.
Tudo se move em ciclos cósmicos e são necessários vários ciclos cósmicos, verdadeiros milhões de kalpas, para que uma nova ronda de civilização tenha lugar em algum plano de existência.  A nossa civilização não é a primeira e nem será a última a florescer nessa realidade planetária.  Desse modo, podemos dizer, sob certo ponto de vista, que a evolução espiritual das nossas consciências é o nosso objetivo e que essa evolução não tem começo nem fim; é um devir que se quer eterno.  Grandes avatares, como Shakyamuni, o Buda, decidiram por esperar a evolução da humanidade inteira para só depois entrar no reino dos Céus.
Buracos negros, quasares, nebulosas, pulsares e supernovas demonstram o quanto é vasto e infinitamente perfeito o nosso universo.  Tal dança cósmica do eterno é uma prova de que não é possível a imobilidade.  Tudo está em constante mudança e o movimento é o único fator constante nessa alquimia universal; a própria mudança.  Por esse motivo, talvez, devêssemos lembrar que nossos problemas são, no máximo, preocupações passageiras e que nada, nada mesmo, irá continuar o mesmo para sempre.  Aliás, há um ditado que diz: “É preciso mudar muito para permanecer o mesmo.” Essa dicotomia da frase anterior corrobora com a nossa breve digressão sobre o início e o fim, haja vista que, é fato: as mudanças e os movimentos da nossa realidade natural levam a um estado geral de coisas harmônico e, embora multifacetada, multitudinária e pluridimensional, exibe em sua constante evolução uma dinâmica uma e sempre bela, boa e verdadeira.  Portanto, em suas grandes modificações, o universo permanece, num certo sentido, sempre no mesmo ritmo.  Quero dizer com isso que, saltos existem na natureza, mas a dinâmica geral, mesmo desses saltos, percorre uma trajetória já determinada, ainda que não sendo gradual.  Trocando em miúdos, tanto a iluminação pelo Yoga de Patanjali – gradual – quanto a iluminação pelo Tantra de Tilopa – em saltos – ocorrem e ambos obedecem a um ciclo natural de consciência ampliada.
Sendo assim, tenhamos pressa indo devagar e percorramos sinuosamente nosso caminho reto para sermos plenamente libertos de Maya.  O nosso lugar de direito no cosmos estará sempre nos aguardando, demore o tempo que demorar para nos lembrarmos dessa verdade.  Paz e luz.


Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

9o. Louvor Acadêmico na AVL

Fico muito feliz em receber meu 9o. Louvor Acadêmico na AVL (Academia Virtual de Letras).



"Em consonância com as atividades desenvolvidas ao longo do mês, são agraciados com louvores, os acadêmicos.
A AVL, tem a honra de congratular seus pares pelas atividades desenvolvidas em novembro do ano corrente."

Maria Ivoneide Juvino de Melo
Presidente
 

domingo, 4 de dezembro de 2016

Jornada ao interior

Leia o novo texto da minha Coluna no Divulga Escritor.




Jornada ao interior

 
“Não sou cristão, nem muçulmano, nem judeu, nem zoroastriano; não sou da terra nem dos céus, não sou corpo nem alma...”  Rumi
Acolhemos a presença da luz quando ela nos apresenta sua florescência, seu brilho que são divinas?  Estamos abertos ao Divino Espírito Santo quando Ele está próximo?  A porta para o caminho espiritual não é franqueada com facilidade e também depende de esforço pessoal e mérito pessoal.  Mas não quer dizer que Deus não venha quando não merecemos – se fosse assim Ele nunca viria, porque nunca merecemos efetivamente – mas significa que aproximar-se da Árvore da Vida se refere a uma experiência espiritual mais profunda.  Experiência que só pode ser alcançada quando estamos devidamente sintonizados com nosso guia interior.
Perfeição, harmonia e beleza formam nossa vida mesmo que não estejamos conscientes desses valores ou atributos, mesmo que não os queiramos e/ou os rejeitemos veementemente.  Por que?  Porque a fagulha divina está em todos nós.  O contrário desses ideais, grassa todo dia pelo planeta Terra, dirão alguns.  Morte, violência, crime, guerra, tudo enfim que os noticiários jogam na nossa cara todo dia.  Porém, há uma esperança no futuro que mostra sempre sua face equilibrada e sagrada quando nos voltamos para a espiritualidade sincera.  Isto ocorre por sermos legitimamente herdeiros da graça divina, aliás, como toda criação, toda a natureza.  No entanto, é uma moeda, tem duas faces: a positiva e a negativa.  Quando negamos uma destas faces, perdemos a moeda inteira, nosso tesouro.  Significa que com a meditação, por exemplo, exploramos nossos lados reprimidos e podemos conhecê-los profundamente e nos conhecer como seres plenos.  Tal ação é humana – demasiadamente humana dirão alguns novamente – mas não é negando nossa humanidade que iremos ascender espiritualmente.  Pelo contrário, aceitar os próprios defeitos – aceitar não é praticar más ações quando elas nos apetecem e sim compreender a dinâmica dessas forças em nosso interior – é parte considerável, substancial do processo de iluminação; sem o qual nada de verdadeiramente positivo em espiritualidade pode ser feito.
Esta espiritualidade desenvolvida não é cristã, budista, judia ou de qualquer outra denominação ou tradição.  Ela é divina, ela é universal e pode ser alcançada com práticas e hábitos como recitação, oração, mantra, meditação, yoga, dentre outras.  Também não é uma espiritualidade puramente inefável ou puramente transcendente.  Ela o é também.  Mas inclui nosso corpo, nosso cérebro e nossa mente com uma amplitude total, com aceitação total.  Luxúria “não é profana” quando realizada com amor, com compromisso, com cumplicidade e quando não somos reduzidos à prática do sexo somente.  Preguiça “não é profana” quando entendemos e compreendemos a sua inércia e tentamos sinceramente não cair nela quando ela surge.  Até o ódio “não é profano” quando é sentido com consciência e com discernimento para que não venhamos a ser dominados por ele novamente. Todas são facetas da nossa vida que, se não forem aceitas, explodirão de modo involuntário e inconsciente, mais cedo ou mais tarde.
Desse modo, estar preparado para o sagrado, é viver harmoniosamente com qualidades e defeitos, ciente que a vida circula por todos os lados, tanto nos ambientes do nosso espírito e alma que gostamos, quanto nos que não apreciamos.  Essa é a única verdadeira jornada ao interior.  Paz e luz.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

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