quarta-feira, 24 de maio de 2017

segunda-feira, 22 de maio de 2017

domingo, 21 de maio de 2017

Civilizado ou bárbaro?



Civilizado ou bárbaro?

Que civilização ou
civilidade dos muitos
eruditos e dos scholars,
poderia saber o cerne
do ser humano, o real cerne
da humanidade? Não,
não sabe, não soube, nunca
saberá... Só o bárbaro
pode ter a exata, sim,
consciência do que é um ser tal
como o humano, liberto,
prisioneiro, ao mesmo tempo,
de sua própria grã-criação...

O bárbaro pode ter
esta sapiência com uma
verdadeira percepção,
clareza e largueza vital,
tendo essa espontaneidade
e essa naturalidade
de quem não precisa de
pruridos ou rapapés
dessa civilização
falsa, muito falsa, sem
a menor das conexões
com o espírito das nossas
raízes como seres plenos...


Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

segunda-feira, 15 de maio de 2017

POETISA VENCEDORA DO MÉRITO COM LOUVOR MARIA JOSÉ DA CONCEIÇÃO

POETISA VENCEDORA DO MÉRITO COM LOUVOR MARIA JOSÉ DA CONCEIÇÃO

Poeta vencedora do mérito com louvor Maria José Conceição com o poema Saudoso Espelho .

parabéns a poetisa Maria José da Conceição vencedora do mérito com louvor! 
Vamos participar no evento dessa semana poetas e poetisas!!!



Bom dia parabéns a poetisa Maria José da Conceição vencedora do mérito com louvor! 
Vamos participar no evento dessa semana poetas e poetisas!!!

Saudoso Espelhoo


Saudade, onde estás que não te vejo!
No sótão envelhecido
No primeiro pavimento
Um espelho bem vivido
Forrado com madeira da cidade
Que guarnecia aquela habitação
Fora guardado com sentimento
E esquecido pelo tempo.
Estava todo quebrado
Mas ficou a armação
Ornamentada de flores
Lamentando a saudade ausente
Dos tempos idos
Pois um temporal inconveniente
Num momento de feitiço
Deixou alguém despedaçado
Com o coração encharcado
Do orvalho da manhã.
Daí o silêncio se fez presente
Porque a noite é um templo sagrado
Onde se revela segredos
Antes nunca desvendados
Os quais explodem na escuridão
Dos sentidos pensamentos.


Agradecemos a todos os poetas que participaram publicando e interagindo comentando e curtindo os poemas de outros poetas.


Fizemos a seleção considerando o poema e a interação dentro grupo conforme o regulamento e um juri de seis poetas votaram sem saber o nome do autor

Queremos agradecer também em especial aos que poetas que além terem poemas lindos que foram para ser apreciados pelos jurados mais se destacaram por grande interação

Luduvice José 
Roberto mello
Paulo Major 
Chico Mulungu 
Elair cabral
Nina Godoi

Agradecimento especial aos jurados.

Lua Nova Nanda, Mau Mauricio Swami Divyam Anuragi Duarte Barbosa Soares Kainha Brito Joabe Tavares e Antonio J Santos

Participem do Evento dessa semana já estamos selecionando os poemas com interação de acordo com o regulamento.

EVENTO

ATENÇÃO!!!

Evento semanal...
A partir do dia: 01/05/17 
Haverá menção honrosa (louvor) para o melhor poema postado do grupo: 'intenção e gestos' Grupo da: AVL 'ACADEMIA VIRTUAL DE LETRAS' 
Poemas e poetas serão analisados durante a semana
e receberá menção honrosa (louvor), o poema classificado pela mesa julgadora.

Regulamentos: de participação, para menção honrosa...
Ganhará menção honrosa o poeta que estiver
interagindo com os quesitos do grupo:
Intenção e Gestos
1º Toda responsabilidades sobre o poema
postado, é do poeta que representa o poema.
2º O poema terá que ser do próprio poeta,
com nome do poema acima da obra e nome
do autor no rodapé da obra
3º Postar no máximo, três poemas diário.
4º Para cada poema postado o poeta terá que:
curtir e comentar no mínimo três poemas 
dos de mais poetas.

O evento ocorrerá de domingo a sábado
e o poema contemplado será apresentado
nas, segundas feiras.

Projeto Antonio Montes


Poemas selecionados por Antonio Montes Edi Almeida e Miriam Brilhó.

Eu, Mauricio Duarte, participei como jurado.

sábado, 13 de maio de 2017

Teologia alemã



Teologia alemã
                           
Esse pio e místico livro, cujo autor é desconhecido, pertence ao tempo de Tauler, e foi provavelmente escrito por alguns dos místicos da sua irmandade.  Ele começa com uma antológica aplicação das palavras de São Paulo: “Quando aquele que é perfeito vier, então as coisas que estiverem a parte deverão ser deixadas de lado.”  O Perfeito é esse ser “que compreendeu e incluiu todas as coisas em si mesmo e na sua própria substância e sem o qual e acima do qual não há substância verdadeira e, no qual todas as coisas têm suas substâncias, porque ele é a substância de todas as coisas, e em si mesmo, imutável e inamovível, muda e move todas as coisas.”  As coisas que estão a parte são explicadas como sendo aquelas coisas que devem apreendidas, conhecidas e expressadas; mas o Perfeito é aquele que não pode ser apreendido, conhecido e expressado por qualquer que seja a criatura.  Por esta razão o Perfeito é inominável.  Nenhuma criatura como criatura pode nomeá-lo ou conceitua-lo.  Antes do Perfeito poder ser conhecido na criatura, todas as qualidades da criatura como o Eu e o Self devem se perder e serem deixadas de lado.  Deus, ou o eternamente bom, é o que verdadeiramente existe.  O mal não tem existência real, porque o que ele faz não existe realmente.  Qualquer coisa existe na medida em que é boa.  O autor do “Teologia alemã”, não hesita em estender esse princípio até as suas últimas consequências, até mesmo dizendo que o demônio é bom, até onde ele seja um ser.
Submissão à bondade eterna é descrita como a alma da liberdade.  Ele não é o livre que busca uma recompensa pelo seu bom comportamento ou é aquele que faz o que é certo coagido pelo medo da punição do inferno.  Ele sozinho é o livre que ama a bondade por sua própria conta e faz o que é certo porque fazendo o bem está em beatitude.  “O que é o paraíso?” o autor pergunta e responde, “todas as coisas que são, por tudo, são boas e agradáveis, e além de tudo, podem ser chamadas de paraíso.  Também foi dito que o paraíso é uma parte fora do Céu.  Até mesmo foi dito que este mundo nosso fosse verdadeiramente uma parte externa do eterno, ou da eternidade e especialmente o que quer que for tempo e coisas temporais ou criaturas manifestadas ou reminiscentes em nós de Deus ou eternidade, tais criaturas são um guia e um caminho para Deus e a eternidade.  Desse modo, o mundo é uma parte fora da eternidade; e além disto, pode muito bem ser chamado de paraíso, porque é nessa verdade; e nesse paraíso que todas as coisas são salvas em plenitude da lei numa árvore e num fruto, embora – nada em contrário a Deus mas, da sua própria vontade e poder; que irão, por outro lado, serem como a vontade eterna gostaria que fossem.
Esse livro era um dos favoritos dos reformadores.  Lutero editou e recomendou às pessoas.  Spener disse: “que foram as Sagradas Escrituras, a “Teologia alemã” e os sermões de Tauler que fizeram de Lutero o que ele foi.” É por causa do título do livro que os místicos alemães foram chamados de “teólogos alemães”.  Antecipando a reprovação deles, identificando a si mesmo com Eckart e Tauler, Lutero dissera: “Nós devemos ser chamados teólogos alemães”, e ele pergunta, “bem, deixe-nos sermos os teólogos alemães.”
De todos os místicos alemães, Dr. Ullmann considera Eckart sozinho, decididamente, um panteísta.  Ele classifica todos os outros como teístas, exceto o autor da “Teologia alemã”.  Deste livro, ele diz que “contem os elementos do panteísmo, não ainda um panteísmo de especulação, mas como o mais profundo e o mais puro em piedade.”  Ele dificilmente traçou, como muitos antes dele, as linhas desta distinção.  Esse livro que embora tenha vindo antes da Reforma, teve grande influência entre os católicos da Alemanha e desde aquele tempo é colocado no index de catalogação dos livros perdidos; mas entre os luteranos ainda tem grande aceitação.


Livre tradução do livro Pantheism and Christianity de John Hunt . 1884 . Capítulo X . Místicos .  Teologia alemã.

Contexto



Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 18

Contexto

Colhi a fruta do desespero
e sorvi seu néctar amargo,
que pareceu doce naquele
tempo porque era do contexto...

Dormi o sono do esquecimento
e sonhei o sonho desses livres
que nunca foram; se contentam
com o futuro por não terem
presente nenhum, nada resta...

Esperei a chegada da vida
e não vi quando o tempo passou
e a vida se esvaiu nos meus
dedos como areia da praia num
instante deste sol, céu e mar...

Desci aos porões das catacumbas
dos presos políticos e
muitos outros, muitos, deveras,
que quase me fizeram crer
na injustiça como verdade...

Colhi a fruta do desespero
e sorvi seu néctar amargo,
que pareceu doce naquele
tempo porque era do contexto...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)



Minha mãe

Minha mãe


Minha mãe é uma mãe de corpo e alma... Quando eu era criança e eu colecionava os gibis e as revistas de histórias em quadrinhos, ela comprava sempre e me dava dinheiro para comprar. Os super-heróis povoavam a minha imaginação e ela dizia: “Vai comer revista.” Eu cresci e passei a desenhar e escrever, desse modo, a profecia dela meio que se cumpriu, de um jeito ou de outro, eu “como revista”.
Minha mãe tem um coração de enormidade profundeza... E não divide com todos essa sabedoria; só para os familiares, meu pai, minha irmã e eu. Dona Josenilda Veloso Santos Duarte é uma pessoa a quem eu muito reservo meu afeto, carinho, respeito e consideração. Ela sempre me apoiou e sempre me apoia em todos os momentos, fáceis ou difíceis, alegres ou tristes, amenos ou pesados.
Farmacêutica, exerceu a profissão heroicamente; minha super-heroína... Esteve comigo e minha irmã aconselhando sobre tudo, mesmo quando não queríamos seus conselhos; indicando o melhor, mesmo quando não queríamos suas indicações.
À você minha mãe, um Feliz Dia das Mães.

Um beijo do seu filho,
Mauricio Antonio Veloso Duarte



A face feminina de Deus



Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 18

Homenagem ao Dia das Mães

A face feminina de Deus

As mães nossas de todo dia
são maravilhas criadas por
Deus para que nós lembrássemos
que o Criador nos ama com um
amor, sim, incomensurável
e que na figura de Maria,
a Mãe de todas as Mães, é
a compaixão do Pai Celeste
que vem plena em Nossa Senhora...

Minha mãe, sua docilidade
me traz a certeza de que
há um mundo fora desse da
violência, da guerra, da fome,
da destruição, do desamparo.
Minha mãe me diz que teremos,
algum dia, a justiça na Terra,
quando reconhecermos a
face feminina de Deus...


Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

sábado, 6 de maio de 2017

Rosario Vidal Ferreño na Coluna Visuális do Portal Sinestesia

Rosario Vidal Ferreño


Visite o Portal Sinestesia!
Em Visualis, eu, o colunista Mauricio Duarte, apresento Rosario Vidal, designer de moda como formação e profissão, que incorpora o universo da estética corporal, do fashion e do styling no seu trabalho artístico.
Leia mais!




Rosario Vidal Ferreño

                  Sensibilidade em camadas de artesania poética...  O estilo amplamente usado a serviço do gráfico-pictórico que transpassa em muito a representação... e chega na re(a)presentação do real de modo único, especial...
           Rosario Vidal Ferreño trabalha com fluidez e naturalidade; com suavidade e liberdade...  Sendo designer de moda como formação e profissão, a artista incorpora o universo da estética corporal, do fashion e do styling no seu trabalho artístico.  A persistência do tema dos retratos gráficos de moças de frente e de perfil nos mostra e nos demonstra sua combatividade no terreno incógnito da beleza e no terreno árido do sensível...  A beleza e o sensível são da ordem do efêmero e, ao mesmo tempo, da ordem do que permanece, senão na realidade, ao menos na memória da retina, cristalizada no momento...  A potência do momento é o que Rosario busca e, nessa busca, vale fechar os olhos para ver melhor.  Como, aliás, na sua marca registrada, sua identidade visual: o olho de mulher fechado, que revela por não ver o que há, mas o que está por trás, o que se esconde, o que potencializa o oculto...  Como num movimento interior que nunca cessa.
            O traço das suas peças remetem a Egon Schiele, as cores a Matisse e o tratamento geral da composição, talvez, a Miró.  Mas sua arte é singular, no sentido do sentimento do que se mostra e do que se esconde, num movimento de repercussão amplamente dinâmico do olho que transmite suas impressões da vida interior da mulher.  Sua arte está na mola propulsora do cotidiano feminino.
          A artista valoriza a natureza como aspecto primordial e entende a arte como coisa de nós, seres humanos, do que temos de melhor como seres humanos.  Daí as flores, paisagens e pássaros...  Natural da Galícia, Espanha, Rosi Vidal trabalha com a emoção como matéria-prima. A emoção da arte que se desdobra como vida, como estética, como força e vitalidade naturais.  Transformação do natural que revela o que se esconde... Pura exaltação do olhar...
                  

Contatos com a artista:
E-mail: rosivife@gmx.es