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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

TURMA DO GUARANÁ NO.1 . Um lindo conto de Natal . Paulo Alves




TURMA DO GUARANÁ NO.1

Um lindo conto de Natal


Paulo Alves


Edição de Natal da Turma do Guaraná, história em quadrinhos de autoria de Paulo Alves. Neste número: passatempos e quadrinhos e desenhos para colorir.




Editor / autor corporativo: Paulo Alves


26 páginas


19 x 13,5 cm


capa colorida


miolo PB


Rio de Janeiro


2021




ISSN: 2763713-1




Preço: R$ 13,00 + FRETE dos correios




Adquira este livro pelo pix: 09430144766 - CPF - Livia Lugão Oliveira.




Ou adquira este livro realizando um depósito na conta corrente:




Titular: Mauricio Antonio Veloso Duarte


Banco: Banco do Brasil 


Agência: 2899-1


Conta corrente: 58.703-6


CPF: 070199897-05




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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Minha participação na Revista Literária Café com Letras . Revista da ALTO . Academia de Letras de Teófilo Otoni na página 66

Minha participação na Revista Literária Café com Letras . Revista da ALTO . Academia de Letras de Teófilo Otoni na página 66.





Infinito

A vida dá um nó,
volta ao ponto inicial
e mostra logo o fim.
Um anel de moebius,
sem o tal começo,
nem fim, incólume...

A nos mostrar isto,
que a continuidade,
tônica de Deus,
é a diversidade,
nesse todo e ao redor,
como um infinito...

Mauricio Duarte
Escritor, poeta e membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni. Reside em São Gonçalo - RJ.

domingo, 18 de dezembro de 2022

OFICINA DE ESCRITA - LÍVIA E MAURICIO . Palavra do dia: ESPERANÇA . Combustível . Esperando Godot no Brasil

OFICINA DE ESCRITA - LÍVIA E MAURICIO 


Palavra do dia: ESPERANÇA.





Combustível 


Esperança 

Melodia silenciosa 

Que embala meu dia

Chama que aquece

Permitindo continuar 

Quando tudo parece frio

Sombrio....


Livia Lugão Oliveira



Esperando Godot no Brasil


Espero eu, espera você,

esperamos nós, mas não chega...


Esperança deste futuro

para nosso Brasil, um melhor

futuro, pleno e para todos,

com abundância e com certeza,

sim, no futuro, esse futuro

que não chega nunca, ah, meu Brasil.


Espero eu, espera você,

esperamos nós, mas não chega...


Esperança deste futuro

para nossa nação, um melhor

futuro, sem fome, pobreza,

com abundância e com vontade,

sim, vontade que esse futuro

seja bom, ah, esse meu Brasil.


Será que ele já veio? Será?


Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)



Lívia Lugão Oliveira e Mauricio Antonio Veloso Duarte.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

OFICINA DE ESCRITA - LÍVIA E MAURICIO . Palavra do dia: EGO

 OFICINA DE ESCRITA - LÍVIA E MAURICIO 


Palavra do dia: EGO.





Dizeres


Dizem que escrever é satisfazer o ego

Se é não sei...

Escrevo e sou feliz

Não nego...


Livia Lugão



Basicamente um eu que não é eu


Ego de morte,

ego de vida...


De quantos egos

necessitamos

pra trocar uma

lâmpada ou tratar

de novas ideias?


Ego de morte,

ego de vida...


De quantos egos

necessitamos

pra tomar uma

topada ou evitar

uma tragédia?


Ego de morte,

ego de vida...


De quantos egos

necessitamos

pra sair na chuva

ou termos uma

maior prevenção?


Ego de morte,

ego de vida...


O ego não é eu, nem

tu, nem ninguém.

O ego é o clichê

da tal consciência,

essa que ele odeia.


Ego de morte,

ego de vida...


Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)


Lívia Lugão Oliveira e Mauricio Antonio Veloso Duarte.

domingo, 4 de dezembro de 2022

OFICINA DE ESCRITA - LÍVIA E MAURICIO

OFICINA DE ESCRITA - LÍVIA E MAURICIO 





Palavra do dia: VONTADE.


Força Motriz 


Vontade

Força motriz

Muitas vezes realizadora

Modificadora de realidade. 


Grande ou pequena

Voraz ou Serena

O primordial é que seja genuina

De verdade.

Vontade principal ingrediente de todos êxitos e tentativas.

Nenhuma vã

Que constituem a plena Felicidade.


Livia Lugão Oliveira 



Prazer de viver


Como um Nietzsche hedonista,

minha vontade de poder 

e minha vontade de 

verdade, minha verdade,

se amalgamam para trazer

prazer de viver à pauta;

à pauta do dia, no hoje,

no hoje e no sempre, ademais,

é só experienciar e viver.

Mais simples do que um domingo,

um domingo de manhã...


Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)


Lívia Lugão Oliveira e Mauricio Antonio Veloso Duarte.

sábado, 3 de dezembro de 2022

Trecho do livro CARAMURU de autoria de Frei José de Santa Rita Durão

Academia Virtual de Letras António Aleixo

Patrono: Frei José de Santa Rita Durão

Acadêmico: Mauricio Duarte

Cadeira: 39

Acadêmico Vitalício

Patrono Perpétuo





"XIII"


"Com fúria igual, e impulso destemido

Invade contra o Batavo a caterva,

E bem que a legião em corpo unido,

Em roda ao Luso disparando ferva:

Resiste o Português nunca rendido,

Enquanto a vida com vigor conserva,

Até que sobre os Belgas derribados,

Caíram mortos sim, porém vingados."


Trecho do livro CARAMURU de autoria de Frei José de Santa Rita Durão. 

Vídeo do Canal da FISG 4 - Terreiro de Crioulo . Samba

 Colabore com os trabalhos da FISG doando qualquer valor. Somos um coletivo artístico que vem realizando várias atividades há 4 anos. Pretendemos continuar incentivando a leitura e as artes às pessoas de todas as idades. Colabore com o pix: CPF 45211833791. Obrigada. Nilda Ferreira, diretora da FISG.



Vídeo do Canal da FISG 4 - Terreiro de Crioulo . Samba
Vídeo do Canal da FISG 4 (Feira Integrada de São Gonçalo) - Terreiro de Crioulo . Samba
Inscreva-se no Canal da FISG no YouTube . https://www.youtube.com/channel/UC19_myIaMN9lRq7XeBXzVJA
Faça contato e envie seus vídeos culturais para a FISG postar gratuitamente no Canal do YouTube.
E-mail para contato: canalfeiraintegradasaogoncalo@gmail.com

A VOZ DO ESCRITOR de Alvarez, A.

Adquira o livro A VOZ DO ESCRITOR de Alvarez, A. na minha loja ARTES DUARTE, loja parceira Magalu.

https://www.magazinevoce.com.br/magazineartesduarte/a-voz-do-escritor/p/adhc76g19c/LI/OTLI/





O autor se debruça sobre uma questão fundamental para o escritor ou para quem deseja se tornar escritor, a saber, a voz com que ele se dirige ao leitor. Essa voz é mais importante do que o próprio estilo, porque se "o homem é o estilo", a alma do homem é a sua voz, no meu entender.
Vale muito a pena a leitura de A VOZ DO ESCRITOR de Al. Álvarez.
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Vídeo do Canal da FISG 4 - Mocidade Independente de Padre Miguel - Manifesto contra Racismo e Discriminação- Consciência Negra

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Vídeo do Canal da FISG 4 - Mocidade Independente de Padre Miguel - Manifesto contra Racismo e Discriminação- Consciência Negra
Vídeo do Canal da FISG 4 (Feira Integrada de São Gonçalo) - Mocidade Independente de Padre Miguel - Manifesto contra Racismo e Discriminação- Consciência Negra.
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DESCOBRINDO A COR DE DENTRO . Infanto-juvenil . Patrícia Schunk

Livro da professora e escritora Patrícia Schunk:






DESCOBRINDO A COR DE DENTRO
Infanto-juvenil
Patrícia Schunk
O que é a cor de dentro?
Para essa questão, não há resposta certa. A cor de dentro é aquela que conseguimos perceber com os olhos do coração. Ela é a nossa essência - o nosso brilho de existir.
Qual a sua cor de dentro?
Não perca a oportunidade de conversar com alguém sobre as diferentes cores de pele, elementos étnicos e outros assuntos, que possam surgir a partir da leitura deste livro. O diálogo é sempre o melhor caminho para a aprendizagem.
Patrícia Schunk - Autora
Editora Brinque Ler
24 páginas
20,5 x 20,5 cm
capa colorida
miolo colorido
Ilustrações: Cecília Machado
São Gonçalo
2020
ISBN: 978-65-88031-00-1
Preço: R$ 25,00 + FRETE dos correios
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Titular: Mauricio Antonio Veloso Duarte
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Fruição de Arte Contemporânea - Aulas Particulares




TEMA DO CURSO - AULA PARTICULAR

Fruição de Arte Contemporânea


LINK

https://www.suasaulasparticulares.com.br/professores/mauricio-antonio-veloso-duarte.htm


OBJETIVO DO CURSO

 Como desenvolver a fruição cultural e artística efetiva? Incentivar a percepção exclusiva pelo aluno/cliente. Gestalt aplicada à percepção visual e à arte. Caminho visual, estética, literatura, apreciação de imagens e de textos.

 Fruição e Apreciação de artes visuais e literatura a partir da Arte-enlevo para todos os interessados em artes, letras e cultura.

Arte é expressão, arte é entretenimento, arte é espírito, arte é vida.

 Toda atividade humana que reverbera emocionalmente em pensamentos, sentimentos, impressões ou percepções pode ser arte. Portanto, se algo tem a possibilidade de calar fundo na nossa alma, provavelmente, é arte.

Como utilizar, analisando e sintetizando tal critério para, de fato, desenvolver uma apreciação plena de significados a partir dos seguintes pressupostos:

 A semiótica e a literatura, como pensada por Umberto Eco e o problema da semiformação como colocada por Theodor Adorno são a estrutura da nossa pesquisa. Também o trabalho da Irmã Miriam Jospeph sobre o Trivium; as artes liberais da Retórica, Gramática e Lógica. Bem como John Martineau a respeito do Quadrivium; as artes liberais da Aritmética, Geometria, Música e Cosmologia. Contei ainda com o estudo da Filosofia da Arte conforme Huberto Rohden, as considerações  sobre a arte de ilustrar livros para crianças e jovens de Rui de Oliveira e todo o vasto conhecimento sobre os universos da arte de Fayga Ostrower.

 A rigor, todos podem ser criativos, em qualquer atividade e em qualquer tempo. Artistas e designers não são monopolizadores desta característica humana. Mas qual a dinâmica da criatividade? Qual é a sua mecânica, qual é o seu processo?

 Grupos criativos são a tônica do nosso tempo (século XXI), conforme coloca Domenico De Masi. A fantasia e a concretude se entrelaçam em diversos tipos de utilização da criatividade, segundo o autor. Construir um palácio não é escrever uma poesia. Ambos exigem criatividade, mas o poema, é eminentemente individual enquanto o palácio demanda enormes confluências de inúmeros cérebros, escultores, arquitetos, ourives e tudo quanto for necessário.

 Ser autêntico, portanto, é balancear fantasia e concretude de modo a expressar excelentemente a obra, seja artística ou não. Para isto, se faz mister atrelar também conteúdo e forma a fim de “crear” e não apenas criar, como coloca o proeminente filósofo Huberto Rohden. “Crear” é, a um só tempo, ser original para consigo mesmo – antes de qualquer coisa – e para os outros – que a comunidade receba a obra positivamente faz parte de todo processo – na relação que é contra a corrente, fora de moda, se for o caso, se for da consciência do inventor ou artista.

 Em suma, a análise e a síntese de todas estas questões para, efetivamente, construir uma abordagem pessoal em fruição artística e cultural é o objetivo do curso.


PÚBLICO

 Para alunos de: Ensino Médio, Universidade, Adultos


FORMATO

 Online - Google Class, WhatsApp, Zoom, e-mail, Facebook.


PREÇO

         Preço: R$ 150,00 hora / aula 

         (primeira aula grátis - na compra da 2a. aula)


FORMAÇÃO DE MAURICIO DUARTE (SW. DIVYAM ANURAGI)

Pós-Graduação: Ensino de Artes - Técnicas e Procedimentos

Pós-Graduação: Docência do Ensino Superior

Pós-Graduação: Educação Inclusiva com Ênfase em Altas Habilidades e Superdotação

Pós-Graduação: Design de Produtos Digitais UX/UI

Pós-Graduação: Ciência da Religião (cursando)

Graduação: Desenho Industrial - Programação Visual - Design Gráfico


quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Meu certificado de participação no Workshop: Tudo sobre educação a distância e Design Instrucional

 


Meu certificado de participação no Workshop: Tudo sobre educação a distância e Design Instrucional Ministrado por Lila Souza, Lia Ribeiro Miranda, Pedro Brocaldi, Barbara Zampoli e Alan Dantas


sexta-feira, 28 de outubro de 2022

quinta-feira, 19 de maio de 2022

"DOIS CARAMURUS: UM ESTUDO DE ADAPTAÇÃO LITERÁRIA"




"DOIS CARAMURUS: UM ESTUDO DE ADAPTAÇÃO LITERÁRIA

TWO CARAMURUS: A STUDY OF LITERARY ADAPTATION

Dílson César Devides
Resumo: Este artigo estuda o resgate do épico brasileiro Caramuru, de Santa Rita Durão, por meio de suas adaptações, especificamente a feita pelo português João de Barros, em 1935.
Mostra como o adaptador lidou com a linguagem e a estrutura do texto, como pensou no público-alvo e como seria a recepção de sua obra.
Palavras-chave: Adaptação. Epopeia. Santa Rita Durão. Caramuru.
Abstract: This paper studies the rescue of the Brazilian epic poem Caramuru, written by Santa Rita Durão, through its adaptations, specifically the one made by the Portuguese João de Barros
in 1935. It shows how the adapter dealt with the language and the text structure, as he thought the target audience and how would be the reception of his work.
Keywords: Adaptation. Epic. Santa Rita Durão. Caramuru.
Sobre adaptações
Obras adaptadas não são, normalmente, vistas com bons olhos por aqueles que defendem a primazia do original. Certamente que se uma obra literária foi concebida para ser uma novela, ela deve ser lida, criticada, apreciada como tal. O que levaria então alguém a ler
uma adaptação? Um dos motivos poderia ser o fato de que a obra foi escrita em uma língua que o leitor não domina e, não havendo uma tradução (que conservasse o gênero textual, a estrutura narrativa etc.), restou-lhe a adaptação. Vendo por este prisma, a adaptação seria, de fato, algo menor. Mas se pensar que a adaptação foi concebida para o público infantil, por exemplo, que não teria como ter acesso ao original mesmo que fosse escrito no mesmo idioma das crianças em questão, e que não teria competência para lidar com o linguajar mais denso e elaborado de um texto para adultos, possibilitando assim que leitores em formação, já cedo em sua vida literária, tomassem contato com textos fundamentais da literatura, a adaptação passaria
a ser um instrumento de valor inestimável. Em outras palavras, rechaçar uma obra adaptada pelo simples fato de sê-la é uma atitude, no mínimo, precipitada; pois “o ato de adaptar uma
obra para determinado público não deve caracterizar um procedimento condenável em si mesmo” (FARIA, 2008, p.36).
Possibilitar que crianças em início de alfabetização possam ter contato com texto como Dom Quixoteou a Odisseia, que jovens desinteressados por livros possam apaixonar-se por Machado de Assis depois de ler algum de seus contos transformados em história em
Doutorando em Letras pelo IBILCE/Unesp. Mestre em Letras pela UFMS. Professor da FATEC LINS/BAURU
– CEETEPS. E-mail: dilson.devides@fatec.sp.gov.br
Ribanceira - Revista do Curso de Letras da UEPA
Belém. Vol. VI. Num.1. Jan.-Jun.2016
[ISSN Eletrônico: 2318-9746]
quadrinhos, que obras esquecidas voltem a ter o merecido destaque depois de serem transpostas para a televisão em uma minissérie ou que escolares em véspera de exames possam
compreender um pouco do enredo de uma obra ao jogar sua adaptação para videogame; são aspectos louváveis das adaptações em suas mais variadas realizações, pois facilitam a apreciação de textos complexos e quebram possíveis barreiras que os jovens possam lhe haver imposto ante o texto literário. “Assim, a adaptação de obras ao gosto dos jovens seria a solução
ideal para resolver o problema deles em relação à falta de interesse e preparo intelectual”
(FARIA, 2008, p.38).
É um erro já bastante discutido imaginar que o adaptador é alguma espécie de usurpador da obra alheia, que rouba uma ideia e tira vantagem dela. Seria ignorarmos aquilo que Borges (1989) nos dizia em relação aos precursores. Dito de outro modo, para muitos a adaptação seria precursora da obra original, uma vez que foi por meio dela que tomaram conhecimento do texto que, cronologicamente, veio primeiro. Dessa forma, ao adaptar uma
obra, está-se criando novos caminhos para aceder ao original, cabendo ao adaptador “[...] o papel de mediador entre o leitor [...] e a obra literária original” (VIEIRA, 2010, p.29). A adaptação objeto deste estudo dá-se de texto literário para texto literário, não
envolvendo as diferentes mídias hodiernas, as quais Linda Hutcheon faz referência em seu Uma Teoria da Adaptação, destacando os diversos modos pelos quais ocorre a transcodificação de um texto quando é adaptado para o teatro, cinema, tevê, jogos digitais e afins, ou mesmo se o caminho for inverso, um jogo é adaptado para literatura, por exemplo. A isso ela chama de intersemiótico, uma vez que “[...] essa transcodificação implica uma mudança de mídia” (2013,
p.61), já que se mudaria o meio de expressão pelo qual a adaptação teria suporte. No texto em questão não há tal transcodificação, uma vez que tanto o original quanto o adaptado
permanecem no âmbito da literatura impressa. As alterações que se dão se explicam, dentre outros motivos, pela ideia “[...] de que a adaptação não precisa ser rígida em seus moldes. Pode-se mudá-la em sua totalidade e gênero, desde que se mantenha sua essência, com a finalidade de aproximar o leitor iniciante do universo literário [...]” (VIEIRA, 2010, p.30).
A adaptação é, portanto, um trabalho autoral, no qual se vê as marcas do adaptador. É também um trabalho importantíssimo se se pensar em suas aplicações didático-pedagógicas.
Em suma, as adaptações precisam e devem ser valoradas como produto da cultura letrada, que amplia os horizontes culturais para os mais diversos suportes midiáticos, possibilitando assim,
uma convergência cultural bem ao gosto de Martín-Barbero e Henry Jenkins.
29
BORGES, J. L. Kafka e seus precursores In: Outras inquisições. São Paulo: Globo, 1989.
Ribanceira - Revista do Curso de Letras da UEPA
Belém. Vol. VI. Num.1. Jan.-Jun.2016
[ISSN Eletrônico: 2318-9746]
Se uma obra é rotulada de adaptação, é evidente que tenha se pautado em outra que seria a original. Faz-se então necessário recorrer a esta que foi, de alguma forma, geradora da segunda, a adaptada, e cotejá-la suficientemente para se ter os subsídios necessários ao posterior exame da adaptação. Portanto, passa-se ao épico de Durão.
O CARAMURU, de Santa Rita Durão
Estudar a história da literatura de um país é uma forma muito válida de ser ter um amplo panorama do modo pelo qual aquela pátria registrou, pela arte da palavra, os diversos momentos pelos quais passou. Nesse estudo, depara-se com obras e escritores conhecidos, estudados e lidos com frequência e com outros que por algum motivo caíram no esquecimento. Basta folhear a História concisa da literatura brasileira, de Alfredo Bosi, para encontrar autores tidos como canônicos (Machado de Assis, José de Alencar, Carlos Drummond de Andrade, para ficar apenas em três exemplos) e outros que praticamente sumiram das prateleiras das livrarias, dos bancos escolares e dos estudos acadêmicos, como o barroco Diogo Grasson Tinoco, o árcade Francisco de Melo Franco e o romântico Aureliano Lessa. Outros ainda lograram algum destaque por terem desempenhado importante papel histórico, como Bento Teixeira, autor de Prosopopeia, obra inaugural do Barroco brasileiro; e de Teixeira e Souza, autor de O filho do pescador (1843), primeiro romance romântico brasileiro.
O Caramuru, de Frei José de Santa Rita Durão, é uma obra de valor e reconhecimento controversos. Alguns críticos veem nela apenas valor histórico, como Waltersin Dutra ao afirmar que “[...] o Caramuru sobrevive ainda apenas pela sua posição histórica: foi o primeiro a tomar como motivo uma lenda local, a falar no índio brasileiro e a descrever seus costumes”
(1968, p.349). Outros, como Antonio Candido (1976, p.187), acreditam que o épico de Durão é pouco estudado e, pior, mal estudado. No entanto, parece haver consenso quanto ao aspecto
indianista da obra. Durão conseguiu mostrar o indígena brasileiro mais real que seu contemporâneo Basílio da Gama.
Os costumes das tribos brasileiras, a fauna e a flora são retratados com algum rigor, possibilitando uma visão razoável da realidade. As informações de que se vale Durão são atribuídas principalmente à História da américa portuguesa, de Rocha Pita. Encontra-se pelo
épico boas descrições de plantas, animais e de ritos indígenas, que elucidam muito claramente o que era o Brasil. É o que se vê no Canto VII, quando Diogo Álvares relata ao rei da França
as maravilhas do Novo mundo:
Ribanceira - Revista do Curso de Letras da UEPA
Belém. Vol. VI. Num.1. Jan.-Jun.2016
[ISSN Eletrônico: 2318-9746]
XXXIII
(...)"
Trecho do artigo de Dílson César Devides sobre O CARAMURU de autoria de Frei José de Santa Rita Durão.