segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Ano Novo


Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 39



Ano Novo

Um ano termina,
outro ano começa.

Desilusões e anseios,
sonhos e fraquezas,
lutas e abandonos,
carinhos e dores,
movimento e inércia...

Um ano termina,
outro ano começa.

As cores e os cinzas,
os fortes e os fracos,
a garoa e o pé d´água,
a boa sorte e o mau azar,
o azul e o vermelho...

Um ano termina,
outro ano começa.

Amor e desamor,
espera e chegada,
pobreza e abundância,
vivência e mortalha,
risada e tristeza...

Um ano termina,
outro ano começa.

O silêncio e o ruído,
a mata e a cidade,
o gritar e o calar,
o escutar e o falar,
o ser e o transcender...

Um ano termina,
outro ano começa.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi) 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Celebração de Fim de Ano da AGLAC

Fotos da Celebração de Fim de Ano da AGLAC (Academia Gonçalense de Letras, Artes e Ciências) no Seu Machado Café Cultural no dia 18 de dezembro de 2018.





















Trecho do livro "A Bruxa de Portobello" de Paulo Coelho - Texto do Patrono

Trecho do livro "A Bruxa de Portobello" de Paulo Coelho - Texto do Patrono

Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 39



Andrea McCain, atriz

Claro que sou culpada. Se não fosse por minha causa, Athena jamais teria chegado ao teatro naquela manhã, juntado o grupo, pedido que todos nós nos deitássemos no chão do palco, e começado um relaxamento completo, que incluía respiração e consciência de cada parte do corpo.
“Relaxem agora as coxas...”
Todos obedecíamos, como se estivéssemos diante de uma deusa, de alguém que sabia mais do que todos nós juntos, embora já tivéssemos feito este tipo de exercício centenas de vezes.  Todos estávamos curiosos do que viria depois de
“...agora relaxe a face, respire fundo”, etc.
Será que acreditava que nos estava ensinando alguma coisa nova? Estávamos esperando uma conferência, uma palestra! Preciso me controlar, voltemos ao passado; relaxamos, e veio aquele silêncio, que nos desnorteou por completo.  Conversando depois com alguns companheiros, todos tivemos a sensação que o exercício tinha acabado; era hora de sentar-se, olhar em volta, mas ninguém fez isso.  Permanecemos deitados, em uma espécie de meditação forçada, por quinze intermináveis minutos.
Então, sua voz se fez de novo ouvir.
- Tiveram tempo de duvidar de mim. Um ou outro demonstrou impaciência.  Mas agora vou pedir apenas uma coisa: quando eu contar até três, levantem-se e sejam diferentes.
“Não digo: seja uma outra pessoa, um animal, uma casa. Evitem fazer tudo que aprenderam nos cursos de dramaturgia – não estou pedindo que sejam atores e demonstrem qualidades.  Estou mandando que deixem de ser humanos, e se transformem em algo que não conhecem.”
Estávamos de olhos fechados, deitados no chão, sem que um pudesse saber como o outro estava reagindo.  Athena jogava com essa incerteza.
- Vou dizer algumas palavras, e vão associar imagens a estes comandos. Lembrem-se que estão intoxicados de conceitos, e se eu dissesse “destino”, talvez começassem a imaginar suas vidas no futuro.  Se eu dissesse “vermelho”, iriam fazer qualquer interpretação psicanalítica.  Não é isso que eu quero.  Eu quero que sejam diferentes, como disse.
Não conseguia sequer explicar direito o que desejava.  Como ninguém reclamou, tive certeza que estavam tentando ser educados, mas, quando acabasse a tal “conferência”, jamais tornariam a convidar Athena.  E ainda iriam me dizer como eu era ingênua por tê-la procurado.” (...)

Paulo Coelho

(Extraído do livro A Bruxa de Portobello . Paulo Coelho .  Coleção Paulo Coelho . página 116 . Gold Editora . Barueri . SP)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Pedaço do bolo repartido

Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 39



Pedaço do bolo repartido

Em minha testa um besouro morre,
pelo tapa que dou bem encima.
Mas nunca achei que o capital fosse
coordenado com centrais sindicais...

Minha T-shirt prende num galho 
donde há uma árvore ressecada.
Mas nunca achei que nosso sistema
ligasse para o que eu penso ou não...

Meu pé quase me leva a um buraco
dos muitos buracos na calçada.
Mas nunca achei que o rombo nas contas
do governo nunca seria pago...

Em meu bolso falta dinheiro, oh,
money, troco, capim, faz me rir.
Mas nunca achei que alguém estivesse
com essa minha parte do bolo...


Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Pedaço do bolo repartido . https://www.recantodasletras.com.br/poesias-do-social/6531901

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Paulo Caldas


Paulo Caldas

Até que ponto o real é real mesmo ou é apenas um espelho de sonho no qual a verdade é um ponto de vista?  A ambiguidade dos nossos anseios nos trazem inquietações filosóficas e espirituais porque são dúplices e tríplices ou as inquietações filosóficas e espirituais nos trazem anseios ambíguos porque são dúplices e tríplices?  Paulo Caldas, exímio artesão das artes plásticas, propõe uma “flecha mensagem” que nos atinge no peito, no coração...
Como em René Magritte, para quem as ambiguidades de um quadro seu “vêm da sua natureza profundamente introspectiva e são a resposta de um pensativo observador para a vida superficial ao redor de si”, nas palavras de Edmond Swinglehurst, Paulo Caldas pensa o mundo filosófica e espiritualmente, tanto quanto ideológica e socialmente.  Suas influências, segundo suas próprias palavras, vêm mais do que leu e do que ouviu do que propriamente do que viu.  As leituras de Richard Bach (Fernão Capelo Gaivota, Longe é um lugar que não existe), Khalil Gibran (O Profeta), Hermann Hesse (Sidarta, O Lobo da Estepe), Jiddu Krishnamurti (Sobre a liberdade), Lobsang Rampa (A Terceira Visão) e Manoel de Barros (O livro das ignorãças) alimentaram e alimentam sua arte surrealista ao lado de Pink Floyd, Vangelis, Tom Jobim e Chico Buarque, na música.
Profundo conhecedor do desenho e das suas possibilidades, o artista leva o observador de suas obras às indagações e conjecturas sérias a respeito da sua existência com jogos extremamente elaborados de figura e fundo. Também se utiliza de formas que se transformam e se metamorfoseiam numa verdadeira dança imagética onde as cores têm o papel fundamental de atrair o espectador.
A viagem que M. C. Escher – um irmão e mestre para Caldas – realizou à Granada, na qual foi fortemente impactado pelos azulejos mouros, de onde surgiram nele as inspirações para os padrões geométricos, transfigurados ao serem repetidos, formando novos desenhos, Paulo Caldas explorou nos recônditos da sua própria psique, da sua alma.  Suas pinturas são verdadeiras viagens fantásticas que estruturam realidades oníricas em concomitância com imaginações concretas, feitas no real palpável do pictórico e do gráfico.
Do modo de Iberê Camargo, o artista segue a linha do “não nasci para fazer berloques, enfeitar o mundo... eu pinto por que a vida dói.” Paulo conhece como poucos a arte de instigar e provocar, sendo um virtuoso desenhista que constrói pontes entre a imaginação e a realidade sem fazer falsas concessões aos modismos de qualquer natureza midiática.
Salvador Dalí, em sua grande voracidade surrealista, inspirou também fortemente Paulo Caldas, que soube extrair da arte delirante, alucinada, deliciosamente cativante e magnífica do catalão, seu substrato para uma criação autônoma e original que nada deve a nenhum dos pintores surrealistas de todos os tempos.
A situação atual do país o inquieta muito e o pintor deixa uma mensagem para todos os brasileiros e brasileiras: “Ser bom é mais barato.  Quando somos bons, economizamos energia positiva para o nosso país.  Vejam o que está sendo desperdiçado em decorrência da ação dos maus que infestam nosso Brasil.”
Mauricio Duarte

Referências:
A Arte dos Surrealistas . Edmund Swinglehurst . Ediouro . Rio de Janeiro . 1997
M. C. Escher . Artista gráfico holandês . https://www.ebiografia.com/m_c_escher/ . visitado em 16-10-2017
M. C. Escher . O artista das construções impossíveis .
M. C. Escher . Wikipédia . https://pt.wikipeida.org/wiki/Mauritis_Cornelis_Escher / visitado em 16-10-2017

Contatos com o artista:
Telefone: 82 999552464
E-mail: cordao-nordeste@hotmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/paulo.caldas.125
Endereço: Rua Marco Aurélio, 146 - Jd. Petrópolis II - Tabuleiro dos Martins, Maceió . AL


Leia mais: https://www.divulgaescritor.com/products/paulo-caldas-por-mauricio-duarte/

domingo, 16 de dezembro de 2018

sábado, 15 de dezembro de 2018

À espera da criação


Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 39



À espera da criação

Múltiplas são
as perspectivas
das criaturas vivas
e da sua criação...

Minha poesia é
cria da mente,
e, delicadamente,
convida ao amor, evoé...

Crear ou criar
é ato divino, explicitar
o afeto que vive a disseminar

É saber elevar,
as trevas clarear
e a criação esperar...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)




domingo, 9 de dezembro de 2018

Posse do Acadêmico Mauricio Antonio Veloso Duarte Anuragi na Academia de Letras, Artes e Ciências do Brasil

Posse do Acadêmico Mauricio Antonio Veloso Duarte Anuragi na Academia de Letras, Artes e Ciências do Brasil na Câmara Municipal em Volta Redonda.























O herói de consciência pode conhecer



O herói de consciência pode conhecer
Feita a extração dos nossos sentimentos,
qual minério é trabalhado depois de extraído,
não teríamos de forma alguma nunca caído
nessa mixórdia atual e geral de excrementos...
Caos de uma realidade onde o mal impera,
a vida, desse modo, parece enlouquecer,
nem a cultura, nem coisa alguma, a supera;
só a consciência focada poderia merecer...
Merecer melhor sorte na vida pela catarse,
ação que beneficia o homem e o herói
para, enfim, deixar de lado o ilhar-se...
Arrancar de si mesmo todo esse egoísmo.
Esquecer o tal individualismo exacerbado;
passar a se conhecer melhor e ao heroísmo...
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Além da Terra, Além do Céu, Tomo III da Editora Chiado


Meu Certificado de participação na Antologia Brasileira de Poesia Contemporânea
Além da Terra, Além do Céu, Tomo III da Editora Chiado.  O poema publicado é: Vazio.



Vazio

Era dos signos-marcas
em todos espaços,
todos lugares, virtuais ou não.
Símbolos-identidades,
tremeluzindo e
piscando ininterruptamente...

Sinergia dos logotipos
em profusão cabalística
a sorrir e deitar-se para
o sexo; vende-se o sexo,
qualquer um, não importa.
Ícones da luxúria onipresente...

São os donos ilimitados
das ruas, shoopings, praças,
bares, avenidas, olhos, mentes.
Lembram-nos do grande
vazio existencial
que enchemos de nada...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)