terça-feira, 31 de dezembro de 2013

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Resoluções de ano novo



Resoluções de ano novo

Em ultimato de ano novo, resolvi:
Estarei fora de todas as convenções,
estarei fora de todos os arranjos,
estarei fora dos acertos,
estarei fora dos planejamentos.
E sim, estarei fora
de todas as metas.

Meu ano novo será o que tiver que ser
e será tão bem resolvido
que ao fim, não terei
que dizer que tudo o que foi pensado
foi cumprido.
Mas tudo o que veio,
foi bem recebido.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A Lua dos apaixonados?



A Lua dos apaixonados?

Como diz a música dos Paralamas,
a lua visitada pelos astronautas condecorados...
A lua dos amantes estaria em melhor companhia
do que a companhia destes apaixonados?

Crateras nuas, um queijo suíço,
destituído de cor, tonalidades e vida.
Foi isso que o homem encontrou lá,
mas há muito mais nessa lida.

A luz da lua abrilhanta hoje
a noite dos rejeitados, dos drogados,
dos criminosos, das vítimas,
de todos os males dos desesperados.

A lua que brilha na qual parece
que políticos corruptos chovem,
fazem seus conchavos, escondidos,
sem ganhar dinheiro, nada movem.

Mas ainda há o que de bom falar da Lua?
A Lua que vem à noite e nos ilumina e guarda.
Seu brilho é dos namorados, vamos louvá-la,
antes que venha o dia e ela também parta.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal


Desejo um Feliz Natal a todos os meus amigos e amigas do blog Arte para enlevo. Que a noite de Natal seja recheada de motivos para se renovar a alegria e o encantamento com a vida. Feliz Natal!!!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Determine, experimente


Determine, experimente





                O maior crime que você pode cometer consigo mesmo é deixar de acreditar que pode conseguir o que quer.  Porque não são vãos os esforços realizados quando tem-se uma meta a seguir.  Essa meta, longe de serem coisas grandes, pode ser, simplesmente, ter um dia feliz, sorrir mais, enraivecer-se menos, brincar com as crianças, estar em harmonia com todos à sua volta.  Enfim, viver.  Mas tudo isso começa com a sua vontade, o seu querer estar assim, a sua determinação de não se deixar esmorecer com os problemas da vida.  Estabelecer um cotidiano alegre, produtivo e pleno de integridade está nas suas mãos... Determine, experimente!

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

sábado, 21 de dezembro de 2013

Se espremer o que sai?

Se espremer o que sai?

Pega no jornal, espreme bem
e sai sangue
de todos os cidadãos de qualquer nação...
Lava as mãos na torneira.

Pega no jornal, espreme bem
e saem excrementos
de todos os políticos corruptos de qualquer lugar...
Lava as mãos na torneira de novo

Pega no jornal, espreme bem
e saem vômitos
de todos os leitores no mundo desse mesmo jornal...
Lava as mãos na torneira novamente

Pega no jornal mais uma vez, espreme bem
E sai... o que sai?
Informação para os ricos, dizem alguns.
Indiferença pelos pobres, dizem outros.
Eu diria que saem lágrimas de Deus
por tamanha desgraça mundial...
Lava as mãos na torneira pela última vez.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Intrincado

Intrincado
guache s/ papel
19 x 26.5 cm
2013
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Quando a felicidade chama

Quando a felicidade chama

Ei, psiu, é a sua felicidade chamando...
Não se faça de desentendido.
O universo sorri para você.

Toque o mar,
sinta a floresta,
respire o vento,
afague o cachorro,
fale com a árvore,
aspire o cheiro da flor,
brilhe com as estrelas,
abrace a montanha.

Mostre ao mundo que vale a pena viver.
Torne-se uno com a existência.
Ei, psiu, é a sua felicidade chamando...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O transeunte e o jovem drogado



O transeunte e o jovem drogado

                Toda perversão do mundo passava pela cabeça, enquanto caminhava o jovem. As ruas se tornavam labirintos de dor e de mágoa.  Onde o sexo fácil e as drogas vicejavam e a morte era só mais uma companheira.  Por pouco não acabara tudo ali mesmo. Por pouco não teria sido mais um número.  
                Mas porque então teimava em viver? Dizia o jovem em voz alta.  Porque não há outro caminho... Diz o transeunte, nessa vida como na outra, somos meros viajantes. Como assim? pergunta o jovem. Aqui estamos de passagem. Porque não somos do mundo. E no inferno ou no purgatório também.  Não somos de lá.  Somos do paraíso, com os anjos, mas não vamos para lá.  Ninguém vai. Disse o estranho. Por que?, perguntou ainda o jovem. Porque a borboleta tem que ser lagarta? Disse o transeunte respondendo com uma pergunta. Porque assim é a natureza. Os santos, tão iludidos com a santidade acham que vão para o céu.  Mero engano... Não há céu disponível para os daqui... Talvez você tenha razão, disse o jovem. Mas não se esqueça de que foi Deus que fez a natureza e ele não quer que soframos... o sofrimento é a expiação dos pecados nesse “vale de lágrimas” mas um dia ele há de acabar, seja nessa vida ou na outra.  E quando vai acabar?  Perguntou o transeunte.  Quando Jesus voltar e a Terra se tornar o paraíso, disse o jovem.  Aí é que está o engano, Jesus não vai voltar e a Terra nunca vai ser o paraíso... a natureza não dá saltos... reafirmou o transeunte.
                Pense num esforço por receber a graça de Deus, é assim que são as pessoas santas.  Vivem em jejum, fazem caridade, tem uma vida reta, disse o jovem.  Então porque você não quer ser igual a um deles, fica se drogando aí? , perguntou enfim, o transeunte...
                Estou esperando minha deixa nesse teatro... Todos vivemos num teatro, interpretamos papéis... o meu papel agora é esse, de drogado e o seu de transeunte...
                Pode ser, logo faremos o papel de cadáveres, aí então, veremos quem tem razão... finalizou o transeunte.    Toca aqui amigo, disse o estranho ao jovem. E apertaram-se as mãos num cumprimento que mais parecia o prenúncio de uma centelha de eternidade...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)